Desde a detonação da crise em 2008 e as análises precipitadas sobre os movimentos das ondas, os participantes do mercado vem buscando encontrar quais seriam os setores e as empresas que teriam um comportamento mais positivo em 2009.
A explicação para a situação atual é que os mercados investiram em novas plantas e aumentaram fortemente a oferta de produtos e serviços na expectativa de uma demanda crescente, alguns segundos antes da crise chegar. Usando o jargão menos técnico, ficaram com o rojão na mão.
Os setores que exportam commodities, como a carne e os minerais, e manufaturados, como aviões, sentiram mais a crise em função da redução da demanda externa. Isso é visto facilmente nos resultados da balança comercial brasileira que opera hoje com superávits 70% menores que no mesmo período em 2008.
Praticamente todos os setores foram afetados, uns mais que os outros, mas acreditamos que os setores que dependem do consumo interno possam ter um desempenho mais positivo em função do consumo das famílias, que não podem fazer reduções drásticas em seus gastos. Aliado a isso, temos os programas do governo central com aumento de gastos sociais e pacotes de obras, como o PAC imobiliário.
Acreditamos que os setores menos afetados serão os que oferecem serviços como bancos e construção/shoppings, e produtos básicos como supermercados, alem do setor de energia elétrica que recomendamos anteriormente.
|
Ação
|
Preço Alvo
|
Potenc de
|
|
|
|
Valorização
|
|
BRADESCO
|
39,00
|
60%
|
|
ITAU
|
38,00
|
37%
|
|
BANCO DO BRASL
|
22,00
|
17%
|
|
|
|
|
|
CYRELA
|
18,00
|
68%
|
|
BRMALLS
|
20,20
|
61%
|
|
PDG REALTY
|
18,00
|
28%
|
|
|
|
|
|
PÃO DE AÇUCAR
|
45,00
|
39%
|
Mário Brescancini – Economista
mario@soloinvestimentos.com.br
