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Análises

19/08/09 - Comentário Econômico

     Observando os resultados das empresas brasileiras no fechamento do segundo trimestre de 2009, podemos notar que os números positivos foram de setores de comércio e varejo, alem do setor de construção civil. Esses setores foram estimulados por programas de redução de impostos do governo federal ao longo do 1° semestre de 2009 e trouxeram bons resultados.

     As ações desses setores se valorizaram muito nesse semestre, e inclusive foram alvos de novas emissões como NATURA e HYPERMARCAS.

     No front externo, diversos países divulgaram números positivos de suas economias indicando que o pior da recessão já havia passado e que a volta do crescimento era questão de tempo, podendo inclusive ocorrer no final de 2009.

    Os números divulgados recentemente pela China indicam que apesar da melhora, a situação ainda não é totalmente confortável e o ponto de comparação não deve ser esquecido: o quarto trimestre de 2008, onde ocorreram as piores quedas de preços de commodities, onde ocorreram os piores números de desemprego e onde ocorreram os piores resultados das empresas.

     Com a queda de investimento estrangeiro na China os investidores que acreditavam numa melhora ainda para 2009, voltaram às mesas e estão refazendo os cálculos e tentando descobrir se em 2010 poderemos ter uma recuperação mais com menos dúvidas.

     Outra preocupação dos analistas estrangeiros é que ao acabar os estímulos governamentais dado aos setores econômicos mais afetados, se o mercado sozinho conseguirá se recuperar, crescer consistentemente, contratando mão de obra e dando bons resultados. Parece improvável.

     Então se lá fora as coisas andam meio fracas, o Real valorizado contra o dolar, o CAGED (órgão que registra o número de empregos formais da economia brasileira) indica que aumentou as contratações com carteira assinada em julho e as perspectivas são positivas para os próximos meses, as empresas que oferecem bens e serviços para o mercado interno devem ter um desempenho melhor do que as empresas que dependem do mercado externo, como construção civil, apoiada pelo programa “minha casa, minha vida”, comércio e varejo, apoiado pelo programa de redução de impostos federais, e o setor financeiro que deve aumentar a parcela de crédito destinada as pessoas físicas.

Mário Brescancinni Bello - Economista
mario@soloinvestimentos.com.br

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