Recentemente o Presidente Lula fez comentários sobre a necessidade de baixar os impostos para aumentar e manter as vendas de alguns produtos, como: automóveis, geladeiras, maquinas de lavar entre outros. Realmente houve uma melhora nas vendas, inclusive houve o recorde de vendas do mês de junho na venda de automóveis, mas ao custo de alguns bilhões de reais que a receita deixou de arrecadar.
Outro fato interessante é que o governo tem um acordo com o funcionalismo público de só liberar aumentos salariais no caso de aumento de receita. Como sabemos, não ocorreu esse aumento de receita, alias ocorreu uma queda da receita e mesmo assim o governo deu o aumento prometido e negociado com os funcionários públicos.
O ministro Paulo Bernando declarou recentemente que irá reajustar os valores pagos no Bolsa-Família para atender as famílias necessitadas e corrigir as perdas com inflação.
Enfim, onde eu quero chegar com todos esses comentários:
A arrecadação federal foi prejudicada pela crise financeira que se abateu sobre o mundo, mas mesmo assim, continuam aumentando as despesas em gastos sem volta, sem retorno ao Brasil, sem critério e, a meu ver, com grandes interesses eleitorais.
O Lula veio do sindicato dos metalúrgicos que tem ligação com as montadoras de carros em São Bernardo, daí o interesse na venda de automóveis que evitaria as demissões no setor.
O funcionalismo público foi inchado nos últimos anos com a contratação de apadrinhados dos petistas e partidos aliados, deixando a máquina publica com pesada e vagarosa, mas com bons eleitores em 2010 satisfeitos com as remunerações recebidas.
O apelo eleitoral de qualquer posicionamento tem um custo muito pesado para o erário público, fazendo com que as contar publicas de tempos em tempos venham a necessitar de aportes grandiosos que aqui chamamos de CUSTO BRASIL.
Esses aportes se dão com nomes de “contribuição” e elevação da alíquota, mas o principal mal que faz é a sangria dos bolsos privados para o grande e ineficiente bolso público. Os recursos privados ficam sem capital para investimentos, pois tem que pagar altas cargas de imposto para o poder público cobrir seus déficits.
Gostariamos mais se o governo federal gastasse em investimentos como estradas para escoar a produção de grãos, armazéns para guardar a colheita, pontes para encurtar caminhos, portos para melhorar a exportação, escolas para melhorar a educação e etc, pois todos esses investimentos teriam retornos para toda a população e não para poucos que recebem altos salários reajustados. O valor dos investimentos do governo federal em 2009 esta projetado em R$ 9 bilhões enquanto que só o valor dos reajustes salariais dos funcionários públicos deste ano alcança R$ 16 bilhões e o montante total da folha de pagamento destes é de R$ 170 bilhões em 2009.
Para o futuro, temos que pensar na possibilidade de elevação dos gastos do governo para a corrida eleitoral de 2010 e na provável deterioração das contas públicas, fazendo com que o novo governo assuma o pais com problemas financeiros. Eu, sinceramente, não quero que isso aconteça, mas há grandes chances de ocorrer.
Mário Brescancini Bello
Economista
Mario@soloinvestimentos.com.br
